22 anos. 22 inspirações.

Hoje faço 22 anos, sem medo algum da idade. Estamos em 2020, se tirarmos os zeros forma-se o número 22. Está ou não está tudo certo? A certeza dos números é cada vez mais a certeza daquilo em que eu acredito, daquilo que quero viver e, mais importante ainda, daquilo que quero conquistar. Por isso mesmo, e para partilhar mais um pouco de mim convosco, mostro-vos o mesmo número de inspirações dos anos que completo hoje. 22.

Os nomes que se seguem não estão por ordem de importância e as personalidades que escolhi são todas aquelas que têm vindo a construir aquilo que eu sou, sem intenções nenhumas de descartar alguém… Espero que se identifiquem!

  • Mãe

Tinha de vir em primeiro, sem dúvida. Foi a mulher que sofreu por mim durante 9 meses, foi a mulher que aturou todas as minhas birras e surtos hiperativos quando ia na rua e decidia lançar a cabeça contra os paralelos da calçada… enfim, podia continuar por aqui fora. É mãe. É minha. E hoje está também de parabéns. Isso basta.

  • Pai

Sou filho de pais separados, mas é a pessoa que sei que está lá para mim se, algum dia, esperemos que não, me faltar o lado da mãe. Vejo-o com pouca regularidade, fruto da distância ainda grande, no entanto quando nos vemos é como se tivéssemos estado juntos desde sempre. É também balança, faz anos poucos dias depois de mim, mas hoje está de parabéns antecipados!

  • Avós

Não há muito a dizer. Tudo aquilo que sou hoje é culpa destes senhores. Uma culpa tão boa que os meus avós paternos me fizeram adorar cozinha e os meus avós maternos a agricultura. E há ainda uma avó adotiva que foi ama da minha mãe quando nova. Está em França e amo-a como parte de mim também. Hoje sou tudo isto que eles me deram. Parabéns a eles!

  • Cristina Ferreira

A Cristina é a Cristina, ponto. Vou buscar-lhe a garra, a força e a determinação de querer seguir por aquele caminho exato. É uma máquina do marketing, uma empresária nata e uma marca genuína junto de todos nós. É tudo isto que me inspira.

  • Manuel Luís Goucha

Este senhor é de uma elegância sem igual. Um ser humano educadíssimo, um doce de pessoa e, lá pelo meio, um brincalhão hiper saudável. Usa a língua portuguesa como ninguém e trata-a como mãe. É uma delícia vê-lo trabalhar e aprender com o melhor.

  • Ljubomir Stanisic

Gosto da exigência e profissionalismo que ele mete em tudo, até nas mais pequenas coisas. Gosto da paixão incalculável com que cozinha e passa esse ensinamento aos outros, sem rancores ou vergonhas. Ele é o que vemos, é simples e transparente.

  • Daniel Oliveira

Um líder e uma fonte de coragem imensa. Lidera um canal de televisão, podia até não o fazer, mas chegou lá. Demorou anos, foi o tempo necessário para mostrar o que valia, mas chegou lá. Trabalhar em equipa, com técnicos, diretores, apresentadores, é difícil, é duro, mas ele está lá. Inteiro.

  • Meryl Streep

Vejam a simplicidade e a leveza com que esta maravilhosa atriz faz cada papel que lhe é atribuído. É um encanto vê-la saborear cada palavra que diz e cada gesto que faz independentemente da personagem. Uma atriz de mãos cheias.

  • Edith Piaf

Sempre que oiço alguma coisa da Edith, o meu universo transforma-se por completo. Há ali uma melancolia embrulhada num sentimento de profunda saudade e agonia por qualquer coisa que não consigo definir. A história de vida dela é fascinante!

  • Filomena Cautela

Divertida, descomprometida, sem complexos, sem preconceitos, descontraída… é tudo aquilo que me transmite ser. É ela no seu estado mais rebelde e que lhe fica tão bem em televisão. Brinca como ninguém, sem que possa ser desrespeitosa. É a Mena de todos nós.

  • Herman José

Fora o seu talento invejável e uma história vasta no nosso panorama artístico, o Herman tem uma cultura e um discurso fora do normal. É tudo suave e fluído, sem forçar o inevitável. Temos todos muito a aprender com ele todos os dias.

  • Nicolau Breyner

Não lidei bem com a sua morte. Era um ator que seguia com bastante carinho. Tudo aquilo que fazia era de um rigor sem igual e de uma naturalidade incrível. Espero que, onde ele esteja, o orgulho naquilo que construiu e no país que sempre lhe abriu os braços não tenha desaparecido. Tenho a certeza que não.

  • Eunice Muñoz

Falar desta artista é falar do teatro, do cinema, da televisão, da arte de palco… de tudo e mais alguma coisa. Não há palavras que a descrevam, ainda para mais quando nos olhos está sempre a felicidade de dar vida a outras gentes. Isso não se finge, sente-se.

  1. Raul Solnado

“Façam o favor de ser felizes.”. É a saudosa frase do mestre Raul. É tão simples e bonita. Vai direta ao assunto. Sempre que me sinto um pouco mais em baixo é aqui que venho muitas vezes buscar forças. Porque temos mesmo de ser felizes à nossa maneira. Sem medos.

  • Catarina Furtado

Olho para ela e vejo postura, comunicação e elegância. Para além do mais é uma pessoa ligada a causas importantíssimas que ajudam milhares de pessoas carentes de muitos cuidados. É alguém que me inspira todos os dias por tudo o que representa.

  • Oprah Winfrey

O que dizer, não é verdade? É uma mulher furacão. Também estamos a falar de outro mercado, muito maior e mais abrangente, no entanto a Oprah tem uma autenticidade tão simples que se torna grandiosa. Ela sabe comunicar como ninguém. É alguém que olha os seus convidados de frente e conversa… como se fossem amigos de uma vida inteira.

  • César Mourão

Sinto que o humor dele é muito especial. É dinâmico e nada pesado. Flui e cruza-se com as personalidades de quem fala com ele. É encantador vê-lo trabalhar e a meter-se com quem bem lhe apetece sem passar os limites. Sem dúvida um excelente artista.

  • Eça de Queirós

Este é da verdadeira velha guarda, no entanto sempre houve algo que me interessou no Eça. A beleza da escrita. Do detalhe e da fineza com que ele descreve cada acontecimento e cada local nos seus livros, transportando-nos imediatamente para o seu universo. Era exímio naquilo que fazia. Hoje pertence-nos a todos. Tão bom que é!

  • Teresa Guilherme

Não me poderia esquecer desta senhora televisão. Tem uma sensibilidade muito refinada para a comunicação e é uma referência para todos aqueles que trabalham no audiovisual. As ideias, a criatividade, a grandeza… fazer televisão é tudo isto. Fazes com paixão? Então fazes bem.

  • Rui Vilhena

Para muitos que possam não saber… é autor de telenovelas, filmes, séries e romances. Escreveu para a RTP e para a TVI. Escreveu a mítica telenovela “Ninguém como Tu” e, mais recentemente, “Na Corda Bamba”, nomeada aos Emmys Internacionais 2020. Tem algo que me encanta profundamente: a força, o ritmo e a imprevisibilidade dos diálogos e das personagens. Derreto-me sempre.

  • Maria Botelho Moniz

Comecei a gostar cada vez mais dela. É de uma naturalidade sem igual. Esbanja boas vibrações e uma harmonia aconchegante. Admiro-a imenso pelo percurso que tem feito e continua a fazer. É jovem e um exemplo para todos nós.

  • Ávila Costa

É a última pessoa. O meu encenador durante a faculdade. Marcou-me muito em todos os aspetos, porque era duro, era exigente e puxava sempre pelo nosso lado mais frágil. Levei um banho de humildade que nunca esquecerei. Ensinou-me que a vida é para ser sentida em pleno, que é preciso olhar nos olhos do outro, que é necessário ver para além daquilo que queremos fazer. Fazer sempre mais do aquilo que nos podem, porque na verdade o melhor apreciador de pão é aquele que o sabe fazer. Que grande homem.

É aqui que está aquilo que me constrói. Hoje todas estas pessoas são a minha certeza. Amanhã logo se vê.

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