21 Anos. 21 Factos (secretos) sobre mim.

Dia 9 de outubro. Hoje. É o dia mais especial da minha vida. Não só por ter nascido, mas por ter aberto os olhos, lá em 1998, e saber que estou vivo. Que posso olhar em volta e ver a beleza viajar-me diante do olhar. E, sim, talvez, faço demasiados floreados quando temos de falar de coisas assertivas e é isso que aqui farei hoje. Partilhar. Convosco. Um pouco do que sou. Mas, atenção, não vale contar a ninguém.

1. Nunca festejo o meu aniversário no próprio dia de anos.

Pode parecer absurdo, mas é verdade. Dia 9 é um dia como os outros. Faço anos, sim, mas a festa ou o jantar de amigos para celebrar nunca nesse dia. Ou festejo antes ou depois. Sem medos. 

2. Tailândia, o meu destino de sonho. 

Amo, adoro. Tudo o que ali se faz, ali se vive. E ainda só vi fotografias e vídeos. Relatos e testemunhos. Quando lá for acho que não vou querer sair de lá. Ou então vou odiar, mas conhecendo como conheço… acho que não vão haver problemas.

3. Se fosse uma rapariga era para me chamar Cindy.

Sim, podem gozar à vontade. Mas aviso já que não tive culpa no cartório. Falar deste assunto só com a minha mãe. Ela é a principal causadora deste ultraje. Vá, no fundo, até é um nome bonito. Digamos que até me assentava bem.

4. Nasci em asfixia.

Ainda hoje tenho uma mini disfunção nos brônquios. Quando corro demasiado, ou mesmo no desporto quando estou muitas horas seguidas a treinar, o fôlego chama por si. Constipado então é para esquecer. Preciso quase de uma bomba de oxigénio comigo 24 horas por dia.

5. Não quero casar.

Bem, este é dos assuntos mais sensíveis da minha vida. Tudo bem que tenho 20 an… ai 21, já me esquecia. Tenho uma vida pela frente, o que é hoje não é amanhã, mas neste momento o meu projeto a dois é uma festa de união do casal, com tudo, alianças, convidados, música. Só não há assinatura de papéis. Agora, também digo, se houver por aí alguém capaz de me dar a volta nesse aspeto, então… pode ser que sim.

6. Nasci em França.

Acho que não é preciso alongar-me muito. É o país onde tudo começou. O país da arte, do romântico, da sensibilidade. Foi a terra que me viu nascer. Adoro-a como minha e quando lá vou há qualquer coisa a bater aqui dentro, apesar de tudo.

7. Caril? Minha comida de eleição.

Índia. Caril. Frango. Arroz. Especiarias. Este prato tem tudo. Tem paixão, harmonia, sabor. É fogo na boca quando bem feito. Deliro por completo e se há comida que me consegue pôr a ferver é esta.

8.  Coco. Coco. Coco.

Coco. Ponto. O fruto que morro de amores. De todas as formas. Óleo de coco (que o caril também tem por coincidência), leite de coco, coco às lascas, iogurtes, gelados, amaciador, perfumes… tudo onde ele esteja é para saborear.

9. Meryl Streep. Atriz musa. De sempre.

Tenho muitas atrizes e muitas profissionais de que gosto, que são a minha inspiração todos os dias, mas a Meryl é o topo da representação e da arte. Um dia, se puder, quero muito poder entrevista-la, nem que seja num flash interview no meio da rua.

(9. Com tradução em inglês, para ela, quando vier aqui ao blogue anotar na agenda: Streep? You and me. New York. Plaza Hotel. S… Interview. Both. Only. It’s enough.)

10. Fascinado segundo a segundo.

Quem me conhece sabe que sou uma criança em ponto grande. Fascino-me com as mais simples coisas da vida, como se fosse a primeira vez que estivesse a olhar para elas. E se me apetecer brincar com aquele carrinho como quando era novo eu fico horas a fazê-lo. Porque sou criança e não tenho medo de o ser. De rir, de saltar, de correr, de brincar. Mas, ao mesmo tempo, saber como estar em cada momento. Isso sim é a diferença entre ser criança e infantil (o que não sou).

11. Teimoso? Eu?

Para mim, o meu maior defeito. Tento trabalhar nele todos os dias. Estou muito melhor, mas mesmo assim há muitas arestas para limar. Tem um lado péssimo que é a mania de poder fazer prevalecer a minha teoria. Mas, por outro, um lado ótimo. Nunca desistir. Ser teimoso é muito bom. Quanto mais furas, mais insistes, mais vais, mais fazes, mais rápido acontece. E olhem que é verdade.

12. Quero fazer dobragens.

Na vida profissional quero passar pelas dobragens. Não quero fazer isso da vida, mas quero apostar também nessa área. Sou um louco apaixonado por filmes de animação. As vozes, os movimentos, as mensagens escondidas. Tudo isso é o que me leva a poder, um dia, dar voz a uma, duas… as personagens que sejam.

13. Não gosto de café.

É verdade, é irrisório, mas nunca consegui gostar. Fica sempre bem depois de uma refeição ou entre amigos, no entanto fico-me só pelo rebuçado de chocolate. Pode ser que venha a gostar, espero, até lá sofro com o sono todo o dia.

14. Tenho nosocomefobia.

É o chamado medo crónico de hospitais e tudo o que nele se passa. Desde agulhas, sangue, médicos, ambulâncias, salas de espera, consultórios, batas brancas… tudo. Fobia mesmo. Cheguei ao ponto de estar 6 anos sem pôr os pés num hospital. Hoje, estou em tratamento hipnótico para curar esta disfunção emocional. Não vos conto nada… mais tarde dou o veredito final. Surpresa.

15. Medo do que sou.

Até há pouco tempo, um, dois anos, a minha autoestima estava no poço. O meu sorriso era o que era, o meu corpo… magro… tudo em mim, enfim. Não gostava. Tive de agir. Tinha medo de como era. Inseguro por tudo. Hoje, olho no espelho, e vejo o Fabien. Aquele que gosta de si, do que vê, que sorri, que faz, que está, que pode. Sou eu. Ponto. Tenho inseguranças, sim, mas só me servem para melhorar a cada dia. Porque vos garanto que se não gostarem de vós mesmos, mais ninguém gostará.

16. Promessa para cumprir no futuro.

Prometi aos meus avós, aos 4, ainda vivo, que no dia em que voassem, lá para outro qualquer lugar, que escreveria a história da vida deles. Uma biografia de vida. Das pessoas que fazem parte de mim. Não sei quando será. Só sei que é uma promessa obrigatória.

17. Viciado em gomas.

Há quem fume, quem beba, quem coma chocolates… eu como gomas, quando estou nervoso, ansioso, com stress… o que seja. Mas, tenho de lavar sempre os dentes a seguir.

18. Não me consigo deitar ou adormecer sem beber água.

Posso estar no sítio mais irrisório possível, mas só consigo dormir se beber água, um copo pelo menos. É praxe divina. Se a água não passar por esta boca, dormir está fora de questão.

19. Ando descalço no verão.  

Seja na rua, em casa, na praia, em público, quando estou de férias e descontraído, ando sempre descalço. É ótimo. Deixa-nos livres, felizes… tudo. Aliás, num casamento de uma prima minha, o ano passado, os sapatos estavam a magoar-me tanto que passei o resto da festa completamente descalço. Preocupado? Nada.

20. Injustiças e humilhações. A pior coisa que posso suportar.

Aliás, não suporto. Agir, na hora. É verdade que, às vezes, temos de engolir demasiados sapos para não arruinarmos com aquilo que construímos, mas quando a oportunidade é favorável e sei que não tenho nada a perder, então é olhos nos olhos, confiante, no momento. E sou muito direto e sincero, sem rodeios.

21. Escondi-me na Zara e lancei o pânico.

Pura verdade. E reservei este para o fim porque diz tudo sobre mim. Era pequeno, 4 anos, 5, talvez, e escondi-me no meio da roupa na loja. Meti a minha mãe a gritar, os seguranças doidos à procura, toda a loja num alvoroço, a polícia quase metida ao barulho… no fim… apareço calmamente, a rir, como sempre e simplesmente: “Estou aqui!”.

É isto que gosto, não de lançar o pânico, óbvio, mas de me desafiar, de desafiar os outros, de os fazer acreditar em tudo como se fosse a primeira vez. De me tirar do sério a mim e aos outros de maneira saudável. De mostrar que a felicidade é espontânea e que só podemos ver um sorriso do outro lado se sorrirmos também. Hoje, faço 21 anos. E é só isso que me importa.

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